O primeiro cachorro: do sonho à realidade

Apesar da presença cada vez mais constante de animais de estimação, principalmente cães, convivendo com as famílias humanas, muita gente nunca teve um desses adoráveis companheiros e sonha com a aquisição de um lindo filhotinho.

primeiro cachorro

Para que esse sonho torne-se realidade de forma alegre e envolvente, recomenda-se muita conversa, busca de informações e consulta a todos os membros da família antes de consumar a compra. E, ao comprar, escolher um canil absolutamente confiável. Infelizmente muita gente não age assim, e a sonhada convivência com um cãozinho pode acarretar aborrecimentos e dissabores.

Viviane Gonçalves Cintra Almeida, proprietária do Canil Encrenquinha’s, lembra que ao comprar um filhote de cão “é preciso estar consciente de que ele será um membro da família com necessidades próprias que devem ser supridas, inclusive do ponto de vista financeiro”.

Faça todas as perguntas
Mas ninguém precisa ter medo de iniciar essa linda história de cumplicidade e amor. “É preciso buscar informações sobre a raça que se pretende comprar, fazer todas as perguntas, conhecer o comportamento esperado, necessidades, peculiaridades e, principalmente, decidir-se por um cão adequado para a situação, os comportamentos e até mesmo para a moradia da família”, observa Viviane. Nesse sentido, a escolha de um canil confiável é muito importante.
Uma dúvida de muitos pais é sobre a adequação ou não da convivência de seus filhos com os cães. Viviane Almeida afirma que essa convivência é muito saudável, recomendada e comprovadamente importante até para a formação emocional das crianças.

Benefícios emocionais e físicos
Vale lembrar que já foram comprovados cientificamente os efeitos altamente benéficos da convivência de crianças e jovens com animais, sobretudo cães. O amor incondicional dos animais, o companheirismo, a entrega emocional que eles exercitam tão bem são exemplos marcantes na construção comportamental de crianças e jovens.
E para os familiares idosos os animais também desempenham papel importante, reduzindo a solidão e até ampliando a socialização. Pessoas que saem para passear com seus cães acabam fazendo novos amigos no parque, na praça, e até no prédio onde residem, além de se beneficiarem com o aumento da atividade física.

Viviane Almeida frisa ainda que além da decisão sobre qual cãozinho adquirir, a família deve preparar o ambiente para receber o animalzinho, pensando na casinha ou caminha, nas vasilhas para água e alimentação, a ração indicada pelo médico veterinário. “É importante também decidir o local em que o animalzinho permanecerá durante o dia e onde fará suas necessidades fisiológicas. Também onde dormirá e se alimentará”.

Entregue-se ao amor

Além disso, todos na casa devem falar a mesma linguagem em relação ao novo membro da família, como se faz com os filhos humanos. O animal tem necessidade de sentir-se amparado e orientado. Não é bom que um dos adultos permita que o cãozinho suba no sofá, e outro diga não”, observa Viviane.

Além disso, ela lembra que como os filhos, os cãezinhos também darão um pouco de trabalho para serem educados. “Vão fazer traquinagens, comer chinelos, rasgar livros, podem ser picados por um inseto ou se machucarem e alguém terá que correr para o médico, no caso um veterinário”, observa.

“Mas, certamente, como acontece em nossa vida com os filhos humanos, as alegrias e as recompensas são bem maiores e fundamentais”, garante Viviane. A criadora observa que em sua longa experiência de ajudar famílias a encontrarem o filhote mais adequado, “foram raras as desistências ou os fracassos no caso das pessoas que buscaram informações e seguiram nossos conselhos básicos antes da decisão final. Não tenham medo, entreguem-se ao amor de um ou mais de um peludinho”, incentiva Viviane Almeida.